Alfabetização e letramento.

alfabetizacao e letramento

Há 25 anos venho aprimorando meu conhecimento sobre Alafabetização e letramento,   iniciei atuando na Educação Infantil – antiga Classe de Alfabetização – C.A., atualmente 1º ano do Ensino Fundamental I.

Foram 18 anos dedicados a entender e aprimorar, esta prática na sala de aula, estudei durante um ano Metodologias e Filosofias de teóricos renomados, afim de, organizar uma técnica; defender um método e buscar um caminho dentro dos estudos sobre “Alfabetização e letramento”.

Ao final do curso sobre Alfabetização e letramento, paralelo a minha prática de sala de aula, descobri que a alfabetização pode e deve ter muitos caminhos, cada ser humano é único, e que adequar a sua sala de aula um único método é sacrificar alguns alunos, que precisam de outras estratégias, então parti do princípio que precisava simplesmente alfabetizar, independente da metologia aplicada, primeiramente tornar o meu aluno letrado, capaz de se comunicar, independente do método.

Alfabetizaçao e letramento – O ambiente e sua influência no processo.

O professor ao receber a sala de aula, deve tornar o ambiente letrado, é importante etiquetar todo o ambiente, identificando cada objeto da sala de aula, nos mínimos detalhes.  Sempre com um contexto significativo, o aluno precisa entender, o porquê daquelas letras, assim como símbolos e números.

A prática de Alfabetização e letramento exige um ambiente lúdico, com muito material assecível aos alunos, onde ele possa manusear livremente: Livros com diferentes linguagens, verbal, não-verbal e mista; revistas; encartes; folders; jogos; imagens livres para leitura; entre outros facilitadores, lista com o nome dos alunos, blocão para contrução de listas e organização da rotina diária.

O primeiro dia de aula.

Dentro da proposta de Alfabetização e letramento é importante descontruir junto aos alunos a ideia de que estão ali para “aprender a ler”, e mostrar-lhes com muita segunça que eles já sabem ler, afinal estamos inseridos num contexto letrado, “leitura de mundo”.

A Leitura do Mundo segundo Paulo Freire.  

A partir deste conceito o professor é capaz de elevar a auto-estima dos alunos, e desenvolver auto-confiança para que possam, enfrentar os desafios futuros de forma tranquila, natural, respeitando o tempo de prontidão de cada um, encorajando-os, oferecendo-lhes ferramentas para estimular a busca pela leitura.

E para colocar em prática este conceito, no primeiro dia de aula, é interessante pedir aos alunos que se acomodem em círculo, e todos com as suas lancheiras irão apresentar o  lanche do dia, nesta atividade vamos encontrar biscoitos, sucos, refrigerantes, frutas, balas, entre ouros; neste momento o mais importante é chamar a atenção sobre os rótulos dos produtos, pois as propagandas externas, o “marketing”  são influenciam diretamente nesta faixa etária, está será a primeira prática do professor junto aos alunos sobre “Leitura de mundo”.

Após desenvolver esta dinâmica dentro do contexto, Alfabetização e letramento é hora de propor um lanche coletivo, que será interessante para sociabilização do grupo e consequentemente estaremos reunindo todos os rótulos, para criação de um cartaz que será fixado à sala de aula, e poderá ter o seguinte tema: “O que já conseguimos ler!”. 

Psicogênese da língua escrita – Acompanhe as fases de evolução do seu aluno.

A partir dos estudos sobre Alfabetização e letramento é fundamental para o professor ao desenvolver este trabalho na prática da sala de aula, conhecer as fases da leitura e da escrita que o aluno se encontra, este conhecimento será o ponto de partida para iniciar as estratégias a serem desenvolvidas a partir dos conteúdos propostos.

Dentro da minha prática de sala de aula criei um livrão individual chamado; A evolução da escrita“, ao término de cada mês os alunos registram um desenho e uma frase, a partir da análise das atividades o professor consegue perceber claramente a evolução de escrita do aluno,  segundo as estudo desenvolvido pela escritoras Emília Ferreiro e Ana Teberosky, pelo método clínico de Piaget, onde todo conhecimento possui uma origem.

A diferença entre Alfabetização e letramento.

O professor como mediador deste processo deve entender na íntegra o conceito de Alfabetização e letramento.

No conceito de letramento é correto afirmar que vivemos num mundo letrado, onde todos, sem excessão, somos produto do meio; a Alfabetização é a construção do saber, onde as letras, ganharão um formato organizado para ser utilizado como meio de comunicação que pode ser formal ou informal.

O aluno alfabetizado, ou seja, capaz de se comunicar, não deve ser avaliado nos seus erros ortográficos, os erros frequentes devem ser sinalizados, afim de aprimorar a escrita ortográfica, que será naturalmente correta através do estímulo pela leitura e escrita, a príncipio, estimule o aluno a escrever por escrever, deixe-o produzir e descobrir os erros ortográficos através de comparações.

O ditado dirigido é um bom exemplo desta prática, dentro do conceito de Alfabetização e letramento; após registro de algumas palavras, não faça a correção sem a participação efetiva do aluno; deixe o aluno produzir sua própria correção; disponha as palavras em uma lousa e permita a autocorreção.

Ferramentas Tecnológicas Estimulam o Processo Alfabetização e letramento.

Ferramentas Tecnológicas O aluno desta faixa etária entre 6 e 7 anos, apresenta um perfil curioso, o laboratório de informática é um ambiente instigante, que proporciona muitas descobertas.

De acordo com o novo cenário digital, os alunos além de letrados já chegam a escola com um conhecimento digital, oferecido pelas imagens coloridas dos desenhos, que antes eram de acesso somente ao aparelho televisor, hoje, a partir de mais ou menos 2 anos de idade a criança já é capaz de acessar desenhos, através da imagem das personagens de interesse, que a chamam atenção através de tablet, notbook, celulares…

Neste contexto o professor não deve ver esta evolução como um desafio, mas sim como um aliado, através da leitura de imagem o aluno começa a organizar o pensamento, e deter informações, utilize esta ferramenta para o momento de contar histórias; pense que os efeitos sonoros e visuais são muito mais interessantes a que a sua voz; o debate e o futuro registro sobre a história irão ganhar muito mais significado, porque despertou nos alunos prazer em participar.

Amplie a leitura e escrita através de jogos educativos, crie um livro digital com os alunos, com certeza serão autores de uma bela história, cheia de efeitos e fantasias. Use o teclado do computador na sala de aula para livre acesso dos alunos, é uma ferramenta com letras, símbolos e números.

Pense que a tecnologia pode aprimorar a leitura do seu aluno, uma prática muito interessante dentro do contexto de Alafabetização e letramento é a brincadeira de Karoke, lembre-se que o aluno precisa ler no rítmo da música para conseguir cantar, crie um ambiente temático e deixe-os cantar, a ludicidade desta atividade lhe renderá uma grande evolução no aspecto intelectual dos alunos.